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Serviços em webdesign, design gráfico e pacote Office – MS (Microsoft) ou Open Office – no Rio de Janeiro RJ: Wallace Vianna, designer freelance (autônomo)

 

Contexto e conteúdo (1)

Fonte: Master New Media, foto de Stockxpert.com

Uma conhecida minha, comentando sobre um curso teórico (curto, de 4 aulas) que está fazendo sobre interfaces para web: o curso – curto – começou com a professora discorrendo sobre a história da web, o que aborreceu os participantes, que eram de áreas afins (mídia impressa, design, profissionais liberais) e queriam informações para aplicar em seus projetos.

Aqui cabe um paralelo com outra discussão sobre como deveria ser uma apresentação e a aplicação dessa discussão numa palestra técnica.

A discussão, em resumo, dizia que as apresentações devem ser objetivas, e o “contar a história do assunto” deve ser deixado para o final. Como num CD de música, a melhor parte deve ser exposta no início e a de menor interesse (bastidores do assunto) dever ser deixada para o final.

A palestra técnica que assistí foi estruturada assim: começou mostrando quais empresas no mundo utilizam aquela tecnologia, exemplos de jogos famosos que a usam, e, meio que contando a história de trás para frente, no meio passou o contar como a tecnologia foi – e está sendo – desenvolvida. No final, foi contado como a tecnologia surgiu.

Bem, no sentido linear (acadêmico ou livresco) da palavra a palestra está mal estruturada ou foi estruturada ao contrário. Porém, no momento atual, onde as pessoas tem necessidade de se informar rapidamente (as cobranças são rápidas!) fazer uma palestra “de trás para frente” faz sentido. Como de fato fez, a palestra foi aplaudida ao final.

Queria colocar aqui um ponto de vista complementar: palestra é diferente de curso, e cursos podem ser teóricos ou práticos, de formação técnica ou superior. Até num curso teórico o historicismo (muito criticado, pois as pessoas que usam esse tipo de abordagem se esquecem do objetivo de se estar contando “aquela história” para alguém) tem de ser medido para não fugir do tema.

Resumindo o conteúdo deve ser adequado ao contexto. E o primeiro deve fugir ao lugar-comum, para que possa agradar ao segundo. E como fazer isso? Bem, tenho em algumas propostas que não pretendem esgotar o assunto mas sugerir idéias de quem deseja fazer a apresentação de algum conteúdo e não tem uma guideline (ou diretriz) a seguir:

Utilize um modelo de layout que seja visualmente atraente. Todo mundo faz slides que são bem lidos apenas de perto (com letras miúdas) mas um bom layout faz até com que as pessoas esqueçam que o texto é (pouco) ilegível.
Pegando carona nessa idéia, se o slide tiver leitura mediana:

Parta do pressuposto de que você irá explicar a apresentação ao público e não lê-la. O texto é complementar ao que você vai explicar.
Mesmo assim:

Os slides devem ser auto-explicativos, pois muitas pessoas não poderão ir à sua palestra mas poderão querer ler um resumo da ópera.
Abrir espaço para perguntas dos espectadores pode ser uma forma de quebrar a linearidade de uma palestra.
Usar multimídia (internet, vídeos, animações, sites na web) para ilustrar sua apresentação – ou fazer comentários sobre ela – pode ser um recurso para contextualizar o conhecimento. Em meu mestrado o laptop ligado à web é utilizado largamente para ilustrar as aulas.
Boas ilustrações – boas fotos, tabelas, gráficos – podem ajudar a compreensão de um assunto essencialmente técnico. se puder ilustrar todas as telas de sua apresentação – criando um segundo nível de leitura, como os boxes e olhos no texto jornalístico – melhor ainda.
Mais sugestões de layout para seu slide:

O assunto tratado deve aparecer em todos os slides para contextualizar o tema, que pode ser longo. O subtítulo dos tópicos também devem aparecer em todas as telas que tratam deste tópico pelo mesmo motivo.
P.ex.: se o assunto for “Design dos anos 80”, ele deve aparecer no topo de todos os slides; se o subtópico for “Brasil”, este deve aparacer abaixo de “Design anos 80”, mas apenas nas telas que tratem deste assunto.

Para quem gosta de exibir um sumário de tópicos em todos os slides, destaque o tópico que está sendo exibido (slide não é instalação de software, que exibe as etapas percorridas com uma cor e as que restam em outra!).

A numeração dos slides (início/final – p.ex., 1/20) deve aparecer em todos os slides para que a platéia tenha uma espectativa da duração da presentação.

A última tela deve ter além do famoso “obrigado”, seu contato (tel, cel, email, ou site) para que as pessoas possam localizá-lo mais facilmente, sem recorrer a uma garimpagem no Google.

Use se possível imagens pequenas  .GIF ou vetoriais (.WMF, .EMF, .AI); a primeira tem número limitado de cores (256) e as demais são pequenas, comparativamente a imagens de qualidade fotográfica (.JPG, .TIF).

Conheça seu público previamente. No caso de um curso, uma conversa prévia com os espectadores é fácil, no caso de uma palestra a situação é mais difícil. Fazer pesquisas sobre o estado-da-arte do assunto é aconselhado, para não ter a surpresa de falar de um assunto já conhecido da platéia.

Conhecer assuntos paralelos ou concorrentes também é útil nesse sentido. No exemplo dado “Design dos anos 80”, pesquisar escolas de design locais (em vez do “International design”) ou arte popular podem ser complementos úteis.

Tudo que escreví são tentativas de fugir do óbvio ou do senso comum; não é receita de sucesso, mas um pequeno caminho das pedras para ajudá-lo a fazer algo mais do que um Powerpoint…

Outros textos relacionados:
Steve Notes (Artigo da Wikipedia descrevendo o método de Steve Jobs estruturar e fazer apresentações)
Dicas de storytelling / contação de histórias com Robert McKee (vídeos da Soap apresentações)
52 dicas de apresentações (em inglês)  (7,31mb) – PDF da SOAP e Robert McKee  com dicas sobre apresentações
How to enhance your web presentations  – Como incrementar suas apresentações para internet (tem links para ferramentas online para construção de apresentações)
Contexto e conteúdo (2)
Onde conseguir boas imagens para apresentações

Artigo publicado originariamente no site Catabits

Wallace Vianna é designer de internet e mídia impressa.

Contexto e conteúdo (2)

Fonte: imagem e ação pi

Queria acrescentar algumas dicas baseadas em “erros comuns” ao fazer ou distribuir telas de apresentações (slide-shows):

Cada tela deve ter uma descrição rápida do que se trata. Mesmo uma captura de tela de um software pode não ser compreensível “por sí” sem uma descrição razoável. O título da tela e a legenda da foto podem não ser suficientes mesmo se tratando de uma sequência de telas, de um mesmo assunto.

Um exemplo da importância da descrição da tela é no uso de termos técnicos. Incluir termos sem tradução ou explicação é como dar de presente um livro com muitas frases em idioma que o presenteado não domina. Ainda. Isso é particularmente verdade em apresentações que primam pelo design, com “grandes fotos” ou ilustrações que ocupam toda a tela. A foto de uma auto-estrada pode ser um recurso poético para explicar que todo processo demanda um caminho, mas é ineficaz para explicar o que foi/será dito (verbalmente) durante a apresentação. Pense num conceito qualquer: toyotismo, por exemplo. Pode ser ilustrado com uma estrada, mas a estrada não explica o que é o toyotismo, enquanto “caminho para um objetivo”.

Outro exemplo são as apresentações multimídia em tempo real (o famoso broadcasting, ou “ao vivo”). quem já não se pegou na rua vendo uma cena importante na TV… sem som nem legenda (closed caption ou narração textual). Fazer transmissões ao vivo implica emter algum tipo de narração textual do que se diz. O problema é que eventos assim possuem chat para os participantes falarem o que quiserem, além do áudio. No caso da internet. a prioridade deveria ser a apresentação (imagens, com ou sem texto) e o áudio do palestrante transcrito ao vivo, depois o chat; mas os idealizadores de sistemas de broadcast via web ainda não pensam nisso.

Para quem faz apresentações multiplataforma (de PC com Windows para um outro tipo de computador e sistema operacional) considere abrir sua apresentação com antecedência e acertar as coisas que saíram do lugar: fotos espelhadas, textos ocultos por baixo dos desenhos, transições que sumiram… por isso sempre converta suas apresentações em mais de um formato: imagens “estáticas”, HTML, etc. Isso é particularmente importante para quem faz apresentações multimídia (com vídeo, áudio, animações).

Para não ter sustos, leve a apresentação num laptop, de preferência o mesmo que usar para montar a apresentação. Se for disponibilizar a apresentação em sites que distribuem esse tipo de conteúdo, lembre-se que o site pode sair do ar no momento que o material for procurado. Se puder se dar ao luxo de ter uma mesma apresentação (imagens, telas da apresentação, video, áudio) em mais de um lugar na internet, melhor. A seguir, exemplo de tela com apresentação que se explica totalmente sem o apresentador, e que pode ser lida como “tela estática” sem perder seu brilho (já que os elementos de design sustentam o texto com eficiência).

Fonte: FastCommerce, Clearsale. Palestra

Artigo publicado originariamente no site Catabits

Outro texto relacionado:
PPDESDI – Apresentação sem decepção