Archive Page 3

10 razões para se tornar (ou não) um webdesigner autônomo / freelancer

pro-contra2
Imagem: comunicart.blog.br

Wallace Vianna é webdesigner, designer gráfico e
ilustrador no Rio de Janeiro RJ

Não que eu queira “responder” ao texto “10 razões para não se tornar um webdesigner autônomo” mas sim colocar o outro lado da questão.

Continue lendo ’10 razões para se tornar (ou não) um webdesigner autônomo / freelancer’

Anúncios

O design ainda faz a diferença

Wallace Vianna é web designer, designer gráfico e ilustrador no Rio de Janeiro RJ

design-tecnologia
Fonte da imagem: Flickr, Douglas Cavendish.

Nunca foi tão fácil produzir material de comunicação visual (gráfico ou digital). As ferramentas estão à disposição, cada vez mais fáceis, basta procurar ou se informar.

Se você trabalha com web design, existem os CMS que são gerenciadores de conteúdo. Ok, nem todos são simples de usar para a atividade fim – inserir conteúdo – como o WordPress e nenhum CMS é o paraíso para se desenvolver soluções técnicas, mas por outro lado qualquer CMS ou blog é campeão quando o assunto é colocar o bloco na rua por sí mesmo, sem grandes ajudas de terceiros.

Pois hoje você pode fazer mudanças de layout no seu WordPress usando o DreamWeaver, ou plug-ins para construção de páginas (page builders) ou construção de temas (theme builders). Você pode trabalhar localmente em seu computador ou online na web, instalando ou não software. Se você colocar na lista de opções poder trabalhar inclusive em tablets (a Adobe já lançou versões de seus softwares para tablets) então você percebe que a concorrência na área de programação visual (editoração de conteúdo) aumenta na proporção da facilidade das ferramentas.

Nesse momento vem a velha discussão: vender serviços de design então ficou mais difícil, o “sobrinho-do-tio” cada vez mais é meu concorrente? Não, isso nunca vai acontecer pois o “sobrinho” dificilmente vai trabalhar para uma pessoa jurídica (a não ser que se constitua como empresa); o “sobrinho” pode até ter talento para desenhar e conhecer a ferramenta mas não vai fazer o melhor uso dela (seja no desenvolvimento ou finalização do trabalho);  o “sobrinho” não vai fazer muitas coisas que o designer levou anos para aprender.

No dia em que um software e hardware me prepararem um bolo, ficarei tão feliz quanto preocupado, mas isso ainda está distante

Cito um exemplo prático: um(a) ex-cliente contratou uma pessoa (provavelmente uma gráfica rápida) para fazer o letreiro de sua empresa. O letreiro na tela do computador com certeza parecia ok, mas na hora de imprimir o contraste entre a imagem de fundo escura e o texto (preto) tornou parte do texto ilegível. No mínimo faltou prova de impressão antes de fazer o letreiro, erro que um profissional da área jamais cometeria.

Outro exemplo é o de que as tecnologias ainda vão levar um bom tempo para automatizar questões triviais (para nós) como ler um texto e aplica-lo no seu trabalho. Que dirá questões subjetivas/individuais como criatividade. No dia em que um software e um hardware puderem ler uma receita impressa e me preparar um bolo, ficarei tão feliz quanto preocupado, mas isso ainda está distante.

As novas ferramentas pressupõem que o designer tem que fazer aprendizado pragmático, ou seja, relacionado a seus projetos contratados ou de médio e longo prazo, em relação ao seu capital intelectual. São escolhas dificeis, mas no final das contas acabamos por fazer aprendizado em relação aos projetos, pois o tempo para trabalhar normalmente é tão curto como o tempo de aprender. E no fim das contas aprendemos somando conhecimentos existentes. Aprender uma área totalmente nova vai levar mais tempo do que aprender uma área relacionada ao seu trabaho atual.

Assim sendo, cabe ao designer ficar atualizado em relação às novas ferramentas e tecnologias para adicionar a elas o seu design. E acima de tudo deixar claro ao cliente que o resultado final de tudo o que faz tem design, e não pode ser feito por amadores ou apenas tecnologia.

 

Manual de revenda em webdesign (3)

Uma coisa que percebi em meus textos anteriores sobre esse tema foi a falta de uma ilustração de workflow para projetos de webdesign, do ponto de vista do contratante que terceiriza serviços de web.
Em outras palavras, as etapas que eu já sigo e que deveriam ser pensadas (e seguidas) pelo contratante (designer gráfico ou de outras áreas afins) para que as coisas fluam mais rapidamente e todos ganhem dinheiro com isso.

Não vou postar aqui metodologias como Pert-CPM ou Scrum (embora eu use a segunda), e sim as etapas e recomendações que diferenciam um projeto de web de um projeto de mídia impressa, para ficar nesse exemplo:

 Revenda web_ manual

  1. Seu briefing não é o briefing para projetos de web Seu briefing de design gráfico vai tratar de layout, valor do trabalho e data de entrega, sem considerar que 50% do trabalho pode depender de outros atores que não você (hospedagem do site, registro de domínio, pesquisa ou desenvolvimento de soluções para o projeto).
    Na dúvida, antes de pedir informações junto aos clientes, peça um briefing ao terceirizado e junte com o seu.
    .
  2. O projeto de web não começa no layout
    Pegou o briefing, faça uma estrutura (rascunho) do que o site vai ter em todas as páginas, o famoso WireFrame (*); ou se tiver funcionalidades, faça do wireframe um storyboard. Embora existam programas para esse fim, ele pode ser feito em qualquer programa de edição de imagem (do Corel, passando pelo Ilustrator, chegando ao Paint do Windows ou Photoshop).
    Ah, sim, e aprove esse wireframe com o cliente!
    Com ele o terceirizado pode te dar um valor (preciso) do projeto, sem que você perca tempo desenhando algo que não vai ser aprovado, ou reduzindo sua margem de lucro ao renegociar o que ficou apenas subentendido.
    .
    (*) o WireFrame, aqui, está para o projeto de webdesign como o moodboard (ou painel semântico) para projetos de comunicação visual. O Wireframe tem outras aplicações e finalidades, que fogem ao contexto desse texto.
    .
  3. Depois do contato, o contrato
    Se o orçamento/proposta for aprovado, entra em cena o contrato de serviços.
    Se o projeto só envolver conteúdo (texto e imagem p.ex) seu contrato pode se basear num projeto de mídia impressa. Se houver outras funções seu contrato tem de prever o famoso “plano B” (acordos sobre os entregáveis). Nesse caso peça opinião ao terceirizado para redigir esses termos, evitando arcar com prejuízos antecipadamente.
    .
  4. Antes de tomar decisões fale com o terceirizado
    Definiu as coisas, peça opinião antes de mostrar o layout ao cliente. Aceite as opiniões do terceirizado, tanto para podar como para plantar coisas em seu projeto; se discordar, tente chegar num meio-termo. Todos vão sair ganhando no final, com menos retrabalho, menor prazo de entrega e dinheiro no banco mais cedo.
    .
  5. Desenho é trabalho futuro, não é trabalho passado.
    Se você chegou na fase de desenho do site, já tem as seções e funcionalidades definidas. Assim sendo, não inclua nada de novo no layout em relação ao que foi colocado no Wireframe; tudo o que for desenhado tem de ter sido aprovado no wireframe para ser produzido e isso leva tempo. Coisas novas significam tempo e valores novos, que não foram acordados anteriormente.
    .
  6. Ninguém sabe tudo (ou o bastante)
    Fazer o rótulo de um produto longa vida não é o mesmo que fazer uma nova embalagem deste produto. São designs diferentes.
    Você não precisa fazer uma certificação em gerência de projetos (embora fosse bom) ou ser profissional de todas as áreas de negócio com que trabalha, mas tenha em mente que você vai levar um (bom) tempo até entender como o mercado de internet funciona (!) e que ele muda todos os dias (o livro que você leu sobre Google Marketing já está 50% ultrapassado antes de você terminar de ler).
    Assim sendo, aprenda com o erro dos outros, terceirize.
    É um exercício de bom-senso e humildade ao mesmo tempo.

Links relacionados:
Mood Board – ABC Design; Chocoladesign;

DesignDrops (1)

Wallace Vianna é mestre em design e autor do blog Wally Vianna

Porque detesto navegadores de internet que vêm junto com sistemas operacionais:

Fabricantes de Sistemas Operacionais (S.O.) deveriam ser proibidos de fabricar navegadores de internet. Conhece algum bom navgador que venha embarcado no S.O.?

gmaps-no-chrome

Página do Gmaps no Google Chrome (para Mac)

gmaps-no-safari

Página do Gmaps no Safari (para Mac, quem vem junto com o S.O.)

Continue lendo ‘DesignDrops (1)’

Serviços em webdesign, design gráfico, ilustração, conteúdo e comunicação, marketing digital e pacote Microsoft Office ou Open Office – no Rio de Janeiro RJ:
Wallace Vianna, designer freelance (autônomo)

 

Design responsivo x site mobile dedicado

Eduardo Brandão fez uma pesquisa muito interessante sobre esse tema – design responsivo vs site mobile dedicado em seu site/blog, onde destrincha os prós e contras de cada abordagem, sempre numa perspectiva científica, muito interessante pois separa o que é pre/conceito dos fatos. Ainda que os atos possam ser subjetivos, a separação/comparação é muito salutar.

Uma questão interessante – e que se torna muito recorrente hoje, sendo aplicável a qualquer área de nossa sociedade, baseada no consumo – é “no que o (design responsivo ou dedicado) é melhor para meu site/empresa/negócio”? O argumento de unificar conteúdos e interfaces (ou optar por uma interface mais bonita) para facilitar o uso cai por terra quando Eduardo argumenta: “O Facebook é um grande exemplo para mim, pois acho a interface feia e confusa! Mas continuo usando porque todos meus amigos estão lá” (quem não se identifica com essa declaração ou ama demais o FaceBook ou já esqueceu de como era prazeroso usar o Orkut).

Enfim, apesar da leitura longa, se você trabalha na área, vale uma leitura.

Alguns links relacionados (da Wikipedia, em inglês) para ajudar a compreender melhor alguns assuntos paralelos:
Future-proof (layout ou design).
Foundation framework.