Archive for the 'Projeto' Category

Ilustração: guia do cliente

Apesar de achar que esse guia serve para qualquer tipo de serviço, estou focando na encomenda de serviços de ilustração.
Mesmo sabendo que muitos trabalhos que envolvem ilustrações são um “work in progress”/trabalho em andamento (finalizado enquanto é planejado), algumas dicas são úteis tanto para os cliente como pros ilustradores.

Imagem: freepik.com – VectorPocket

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Produção editorial guia do cliente

Antes de tudo: este texto não é longo, é um resumo de algo que também pode ser conversado com cliente e contratado, pessoalmente.
Resolvi fazer este pequeno guia sobre produção editorial para você que deseja encomendar serviços que envolvem o desenvolvimento de livros, livretos, manuais ou qualquer tipo de livro impresso ou digital.
Motivo: ninguém sabe tudo, mas saber o básico agiliza a encomenda e entrega deste tipo de serviço.
O ideal é ter uma única pessoa responsável pela realização do livro (normalmente o editor) mas se optar por ter colaboradores em separado essas dicas serão úteis.
Assim sendo, vamos lá: você é um(a) autor(a) e deseja transformar sua idéia em um livro (conteúdo escrito e visual).

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Orçamentos de baixa, média e alta fidelidade      

Apesar de parecer óbvio, a finalidade do orçamento é dar um valor e prazo exato para um serviço contratado, mas vai além: o orçamento também pode ter a função de mostruário, show-room, amostra do serviço a ser entregue, semelhante ao portfólio de serviços, pois tanto o valor como a amostra do que vai ser entregue são fatores de decisão do cliente.
Categorias de orçamentos
Nesse sentido eu defino o orçamento em categorias de baixa, média e alta fidelidade.
freepik-budget-rawpixel-orcamento

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Contratos de serviços: idéias úteis

Apesar de ser brasileiro e conhecer a informalidade de nosso povo, me assusto quando vejo pessoas tratarem assuntos de trabalho, que envolvem dinheiro, patrimônio, tempo e capital intelectual, sem contrato por escrito.

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Dicas para freelancers

Post simples e direto para quem quer aprender os primeiros passos em gêrencia de projetos, do blog da Locaweb: 3 dicas importantes para freelancers, por Jhenifer Pollet.

Assuntos abordados: como fazer contato, cobrar, e gerenciar o tempo.

 

Manual de revenda em webdesign (3)

Uma coisa que percebi em meus textos anteriores sobre esse tema foi a falta de uma ilustração de workflow para projetos de webdesign, do ponto de vista do contratante que terceiriza serviços de web.
Em outras palavras, as etapas que eu já sigo e que deveriam ser pensadas (e seguidas) pelo contratante (designer gráfico ou de outras áreas afins) para que as coisas fluam mais rapidamente e todos ganhem dinheiro com isso.

Não vou postar aqui metodologias como Pert-CPM ou Scrum (embora eu use a segunda), e sim as etapas e recomendações que diferenciam um projeto de web de um projeto de mídia impressa, para ficar nesse exemplo:

 Revenda web_ manual

  1. Seu briefing não é o briefing para projetos de web Seu briefing de design gráfico vai tratar de layout, valor do trabalho e data de entrega, sem considerar que 50% do trabalho pode depender de outros atores que não você (hospedagem do site, registro de domínio, pesquisa ou desenvolvimento de soluções para o projeto).
    Na dúvida, antes de pedir informações junto aos clientes, peça um briefing ao terceirizado e junte com o seu.
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  2. O projeto de web não começa no layout
    Pegou o briefing, faça uma estrutura (rascunho) do que o site vai ter em todas as páginas, o famoso WireFrame (*); ou se tiver funcionalidades, faça do wireframe um storyboard. Embora existam programas para esse fim, ele pode ser feito em qualquer programa de edição de imagem (do Corel, passando pelo Ilustrator, chegando ao Paint do Windows ou Photoshop).
    Ah, sim, e aprove esse wireframe com o cliente!
    Com ele o terceirizado pode te dar um valor (preciso) do projeto, sem que você perca tempo desenhando algo que não vai ser aprovado, ou reduzindo sua margem de lucro ao renegociar o que ficou apenas subentendido.
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    (*) o WireFrame, aqui, está para o projeto de webdesign como o moodboard (ou painel semântico) para projetos de comunicação visual. O Wireframe tem outras aplicações e finalidades, que fogem ao contexto desse texto.
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  3. Depois do contato, o contrato
    Se o orçamento/proposta for aprovado, entra em cena o contrato de serviços.
    Se o projeto só envolver conteúdo (texto e imagem p.ex) seu contrato pode se basear num projeto de mídia impressa. Se houver outras funções seu contrato tem de prever o famoso “plano B” (acordos sobre os entregáveis). Nesse caso peça opinião ao terceirizado para redigir esses termos, evitando arcar com prejuízos antecipadamente.
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  4. Antes de tomar decisões fale com o terceirizado
    Definiu as coisas, peça opinião antes de mostrar o layout ao cliente. Aceite as opiniões do terceirizado, tanto para podar como para plantar coisas em seu projeto; se discordar, tente chegar num meio-termo. Todos vão sair ganhando no final, com menos retrabalho, menor prazo de entrega e dinheiro no banco mais cedo.
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  5. Desenho é trabalho futuro, não é trabalho passado.
    Se você chegou na fase de desenho do site, já tem as seções e funcionalidades definidas. Assim sendo, não inclua nada de novo no layout em relação ao que foi colocado no Wireframe; tudo o que for desenhado tem de ter sido aprovado no wireframe para ser produzido e isso leva tempo. Coisas novas significam tempo e valores novos, que não foram acordados anteriormente.
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  6. Ninguém sabe tudo (ou o bastante)
    Fazer o rótulo de um produto longa vida não é o mesmo que fazer uma nova embalagem deste produto. São designs diferentes.
    Você não precisa fazer uma certificação em gerência de projetos (embora fosse bom) ou ser profissional de todas as áreas de negócio com que trabalha, mas tenha em mente que você vai levar um (bom) tempo até entender como o mercado de internet funciona (!) e que ele muda todos os dias (o livro que você leu sobre Google Marketing já está 50% ultrapassado antes de você terminar de ler).
    Assim sendo, aprenda com o erro dos outros, terceirize.
    É um exercício de bom-senso e humildade ao mesmo tempo.

Links relacionados:
Mood Board – ABC Design; Chocoladesign;

Design a la carte ou fast-food

Wallace Vianna é mestre em design pela ESDI/UERJ, designer gráfico e webdesigner.


sopa-lata

Imagem: site RG Terra 

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Imagem: Graciolli.com

Ao nos formarmos escolhemos a forma como iremos atuar no mercado: como empregado, autônomo ou empresário/profissional liberal. No desenvolvimento de projetos, em serviços de apoio a projetos (me especializei nessa área, por exemplo) ou gerência de projetos.
Na hora de desenvolver projetos também temos de tomar opções semelhantes: nossos clientes serão pessoas físicas ou jurídicas? Queremos desenvolver projetos personalizados ou pré-definidos?

Dá pra misturar os ingredientes desse almoço em categorias diferentes (projeto pré-definido para pessoa física, projeto personalizado para pessoa jurídica) mas misturar ingredientes duma mesma categoria pode gerar problemas. Começar um projeto pré-definido e terminar com um personalizado provavelmente vai deixar um buraco no orçamento do executor do projeto. O mesmo raciocínio vale na hora do designer terceirizar serviços. O terceirizado é remunerado para fazer e receber. Se o designer precisa refazer serviços, deve contar com uma equipe própria, com remuneração fixa, para esse fim. Cada coisa no seu lugar.

Quando era aluno de Freddy Van Camp, ele certa vez comentou que em todo trabalho primeiro vem o contato e depois vem o contrato. Sempre digo que em todo projeto o acordado tem de acompanhar o executado. Alguns projetos mais complexos começam no Metaprojeto *, mas isso não vem ao caso agora. O principal é ter bem claro o tipo de projeto se quer desenvolver e como ganhar dinheiro com isso.

Na faculdade de design nos é ensinado a pensar em projetos que envolvem o cliente do início a entrega, de forma a desenvolver produtos e serviços, que, mesmo não sendo únicos ou originais, sempre recebem este tratamento. Daí o problema que surge quando a concorrência oferece produtos pré-prontos e o designer não. O designer do século XXI precisa pensar em projetos de múltiplos formatos: impresso e digital; personalizados e pré-definidos; para pessoas física e jurídica; para grandes, médias e pequenas necessidades.

Na área de design existem muitas soluções prontas como o Fácil Print  ou construtores de sites da Locaweb . Tenho uma ex-aluna que comercializa cartões comemorativos impressos http://www.beneditodesign.com.br/index.htm, que é um tipo de projeto pronto. Tudo isso é design pré-definido, como lanchonete fast-food.

Em resumo: o mercado muda, exiguindo novas habilidades e competências, mas cada uma dessas habilidades é uma oportunidade nova de faturamento. Como diz o velho ditado, problemas são oportunidades disfaçadas de trabalho.

* Metaprojeto como o nome sugere, é algo além do projeto, ou melhor, é um projeto que antecede o projeto de fato. Se assemelha a um plano de negócios, que antecede o negócio, neste está descrito tudo o que pode envolver o negócio: objetivos, público-alvo, recursos necessários, valores atualizados, e até o que será feito se o negócio não der certo. Metaprojetos sáo um levantamento de todos os requerimentos do projeto e cenários possíveis para se avaliar a exiquidade do projeto.

Resumo e artigo de Dijon de Moraes, teórico de metaprojetos: Metaprojeto o design do design • Metaprojeto como modelo projetual