13 mitos sobre web design e SEO/SEM

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Imagem: ingolfo.de

Wallace Vianna é webdesigner e desenvolvedor web

Quando me encomendam certos serviços de internet – de web design a marketing digital – as pessoas normalmente desconhecem o assunto e desejam alguém que “coloque o bloco na rua” de modo rápido e eficiente.

Estranhamente as pessoas ignoram que o profissional contratado sabe mais do assunto do que elas, e isso acaba na levando a ruídos de comunicação, decisões equivocadas e decepções que poderiam ser evitadas facilmente.

Por isso fiz uma pequena lista de certas crenças e suposições que povoam a mente do público em geral em relação a web design, e, de tabela, marketing digital (SEO/SEM ou otimização e marketing de sites para buscadores de intrnet):

Sobre SEO/SEM:

  1. Depois que eu aparecer na primeira página de buscas Google posso cruzar os braços e colher os frutos de meu esforço.

    Propaganda na internet não é diferente de propaganda impressa: se as pessoas não te vêem regularmente você deixa de existir pra elas. Isso vale pros buscadores de internet. Presença – na internet ou fora dela – para ser efetiva – requer regularidade. Recuperar a posição perdida pode custar tanto ou mais tempo e dinheiro gasto para ganhar essa posição.

  2. Fazendo um site as pessoas virão até mim, naturalmente.

    Concluir um curso não significa que o mercado sabe quem (ou o quão bom) você é. Terminar um site, apenas, não te torna visível para o Google. As pessoas irão até você se houver divulgacão ou ferramentas de divulgação à mão, bem usadas. O site é uma dessas ferramentas, que, sem um aprendizado na sua utilização, não fazem receita no final do mês.

  3. Ter um site é melhor que um blog

    Pra quem diz que “site é mais ‘professa’, blog é mais amador”, saiba que você pode ter um blog com a mesma cara de um site.
    Além disso, a principal ferramenta para construção de sites hoje é uma ferramenta, originalmente, de blog.
    A maioria dos profissionais de comunicação hoje possuem um blog.
    Há mais chances de seu blog aparecer primeiro no Google do que seu site.

  4. Não é preciso investir muito para ter os resultados de divulgação que preciso

    Isso depende de como se investe, pois até nosso tempo custa dinheiro. Se conhecemos o “caminho das pedras” na divulgação de seu negócio, produto ou serviço, isso pode até ser verdade; fora isso, quem precisa se divulgar irá contratar ou terceirizar a divulgação de seu negócio com alguém que é do ramo.

  5.  

    Descobrí uma revista/curso/site/palestra que ensina a aparecer na primeira página do Google, “facinho”.

    Em qualquer esquina tem alguém ensinando a como ficar rico na internet hoje. Costumo dizer que se ficar rico fosse fácil ninguém trabalharia… divulgando todos esses cursos que prometem o paraíso após você adquirir o conhecimento (em forma de curso).
    Existem cursos sérios, portanto se informe com outras pessoas primeiro, leia sobre o assunto, faça um test-drive, peça ou pague pra ver resultados. Depois adquira, se achar que vale a pena.

  6.  

    Se eu acessar meu site o final de semana inteiro ele aparece na primeira página do Google na segunda-feira.

    Um dia isso já trouxe algum resultado para alguém, na internet. Não vou apostar mas quem quiser, pode experimentar fazer isso no domingo e depois me dizer o resultado na segundona… :^D

  7.  

     

    Publicidade na internet é mais barato que em jornal, revista, rádio ou TV.

    Se você pensar no ponto de vista da mídia (papel, impressão, distribuição) é uma verdade. Até porque existe mídia paga e gratuita/espontânea; propaganda ativa e receptiva. No mais, pode custar tanto quanto em qualquer mídia, e os resultados são proporcionais a seu investimento.  A mídia internet pode ser diferente das mídias “tradicionais”, mas funciona da mesma maneira que qualquer mídia: resultados pagos são mais rápidos, proporcionalmente ao valor investido.

  8.  

    Não entendo bem pra que serve, mas meu site tem de ter a última novidade da internet, pra aparecer mais.

    Se sua empresa é grande ou líder do setor, isso provavelmente vai ser verdade. Fora isso, vamos avaliar com quem é do ramo se o que desejamos realmente é necessário e se isso vai de encontro com a realidade e outras verdades que não as nossas. Depois é só investir, se for o caso.

  9. Designer é que nem administradora de imóvel, quer ganhar a vida inteira com um site só (se referindo a atualização de conteúdo ou trabalho de SEO/SEM).

    Não precisamos acreditar em tudo o que nos dizem ou aconselham. As redes sociais estão aí para obter informação com pessoas que tem experiências bem sucedidas com administração ou divulgação de sites na internet. Aí podemos descobrir que pessoas bem sucedidas nesta área “colocam a mão na massa” ou pagam alguém para fazer esse serviço especializado (que, como tudo, pode ser aprendido ou terceirizado).

    Sobre design:

  10. Bons sites não precisam de designer

    “Casas bonitas não precisam de arquiteto nem de decorador”, e outras máximas como essa lembram aquela crença de que todos nós temos um músico, poeta e louco dentro de nós. Se a pessoa não tem talento nato pra coisa (ou, se outras pessoas – que não a mãe ou o pai – não dizem isso) então acredite: essa pessoa precisa de um designer para fazer um site profissional.

  11. Aprendendo ou baixando uma boa ferramenta eu mesmo faço um bom trabalho de web.

    Quem já experimentou baixar um bom sistema operacional (o Linux, é um exemplo de bom sistema operacional, visto que é usado do seu celular até o banco em que você tem conta), instalar no seu computador e se conectar à internet sem ajuda de ninguém, rapidamente?
    Uma boa picareta não faz de ninguém um pedreiro, experiência sim, acredite!

  12.  

    Quero um site igual ao da Coca-Cola, Nike, Magazine Luiza mas com “preço justo”.

    Se comprar um Rolex pelo preço de um Swatch é “algo justo” (e se ambos fazem a mesma coisa) não vou entrar no mérito; apenas penso que as coisas não são caras à toa, e tudo tem razão de ser. Até o preço e durabilidade do Rolex, na hora de mostrar às outras pessoas.

  13.  

    Meu sobrinho/sobrinha faz o mesmo que você, sr./sra. designer.

    Se seu/sua sobrinho(a) vive dessa atividade eu até posso acreditar, caro(a) cliente descrente. Fora isso, creio que atletas de final de semana não vencem as olimpíadas do mercado de trabalho – e não viver do que se faz já é um (mau) indicador de algo.

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