Arquivo para maio \27\UTC 2011

Contexto e conteúdo (2)

Fonte: imagem e ação pi

Queria acrescentar algumas dicas baseadas em “erros comuns” ao fazer ou distribuir telas de apresentações (slide-shows):

Cada tela deve ter uma descrição rápida do que se trata. Mesmo uma captura de tela de um software pode não ser compreensível “por sí” sem uma descrição razoável. O título da tela e a legenda da foto podem não ser suficientes mesmo se tratando de uma sequência de telas, de um mesmo assunto.

Um exemplo da importância da descrição da tela é no uso de termos técnicos. Incluir termos sem tradução ou explicação é como dar de presente um livro com muitas frases em idioma que o presenteado não domina. Ainda. Isso é particularmente verdade em apresentações que primam pelo design, com “grandes fotos” ou ilustrações que ocupam toda a tela. A foto de uma auto-estrada pode ser um recurso poético para explicar que todo processo demanda um caminho, mas é ineficaz para explicar o que foi/será dito (verbalmente) durante a apresentação. Pense num conceito qualquer: toyotismo, por exemplo. Pode ser ilustrado com uma estrada, mas a estrada não explica o que é o toyotismo, enquanto “caminho para um objetivo”.

Outro exemplo são as apresentações multimídia em tempo real (o famoso broadcasting, ou “ao vivo”). quem já não se pegou na rua vendo uma cena importante na TV… sem som nem legenda (closed caption ou narração textual). Fazer transmissões ao vivo implica emter algum tipo de narração textual do que se diz. O problema é que eventos assim possuem chat para os participantes falarem o que quiserem, além do áudio. No caso da internet. a prioridade deveria ser a apresentação (imagens, com ou sem texto) e o áudio do palestrante transcrito ao vivo, depois o chat; mas os idealizadores de sistemas de broadcast via web ainda não pensam nisso.

Para quem faz apresentações multiplataforma (de PC com Windows para um outro tipo de computador e sistema operacional) considere abrir sua apresentação com antecedência e acertar as coisas que saíram do lugar: fotos espelhadas, textos ocultos por baixo dos desenhos, transições que sumiram… por isso sempre converta suas apresentações em mais de um formato: imagens “estáticas”, HTML, etc. Isso é particularmente importante para quem faz apresentações multimídia (com vídeo, áudio, animações).

Para não ter sustos, leve a apresentação num laptop, de preferência o mesmo que usar para montar a apresentação. Se for disponibilizar a apresentação em sites que distribuem esse tipo de conteúdo, lembre-se que o site pode sair do ar no momento que o material for procurado. Se puder se dar ao luxo de ter uma mesma apresentação (imagens, telas da apresentação, video, áudio) em mais de um lugar na internet, melhor. A seguir, exemplo de tela com apresentação que se explica totalmente sem o apresentador, e que pode ser lida como “tela estática” sem perder seu brilho (já que os elementos de design sustentam o texto com eficiência).

Fonte: FastCommerce, Clearsale. Palestra

Artigo publicado originariamente no site Catabits

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